Juntos podemos mucho más!

(versão em português abaixo)

Más de una vez me he preguntado si todo lo que hago es para bien. El mundo es tan complejo, que es difícil entender cada una de las relaciones que ocurren. La ley de Newton que dice que “con toda acción ocurre siempre una reacción igual y contraria”, se aplica también en nuestra vida diaria, por ello, deberíamos también recordarla cuando planeamos un proyecto.

Mínimos hechos pueden desencadenar varias reacciones, que influenciaran el resultado final. Por eso trabajar con desarrollo es un desafío. Solo aquellas acciones que personalmente ejecutamos, son aquellas en la cuales tenemos un porcentaje de control. La calidad del reporte que escribo, o de los contenidos que propongo, o del software que programo. Si realizo estas tareas de manera eficiente, eficaz, responsable, profesional, garantizo su calidad. Pero que impacto este reporte tendrá, o como será usados los contenidos…, ya no dependen solo de mi. Alguien más hace uso de estos, y sobre ese alguien, yo no tengo control.

El grado de control disminuirá conforme el número de involucrados crezca, he allí la importancia del trabajo coordinado, en equipo, en sociedad. Ya que solo podemos garantizar nuestra propia acción, el trabajar en sociedad permite que todos los involucrados compartan los mismos objetivos y metas, de esa forma, pese a que no controlamos a los demás actores, por lo menos sabemos que todos están trabajando en armonía. Si me ocupo solo de los contenidos, y no trabajo en coordinación de aquellos que harán uso del mismo, quien sabe, a ellos no les interese mis ideas, o tengan diferentes prioridades en este particular momento. Pueden sonreír y agradecer muy efusivamente mis esfuerzos. El taller que organizo para difundir estos contenidos puede tener muchos participantes. El gran número puede hacerme pensar que he tenido éxito en la difusión de mis ideas.

Pero la historia no es tan simple. Que sucede si genero contenidos educativos innovadores, acompañados de un software muy interesante, que lo comparto con el Ministerio de Educación, el mismo que dispone que todos sus profesores sean entrenados en la utilización del software, pero para poder usar el software en sala de aula, el método de enseñanza también debe actualizarse. Si el Ministerio no apoya un proceso paralelo para actualizar sus métodos, por más que todos los maestros sean capacitados, el software y sus maravillosos contenidos no van a ser utilizados en sala de aula. El Ministerio debe ser socio de este emprendimiento, debe entender lo que se requiere para su éxito, los maestros deben también comprometerse, porque ellos deberán actualizar sus conocimientos, lo que representa trabajo adicional. Los alumnos deben ser considerados, pues ellos serán los usuarios, y como ellos respondan al software será también parte del éxito del mismo. Puedo continuar, enumerando otros actores que pueden formar parte de este complejo escenario.

He pensado en esto últimamente al leer sobre proyectos muy interesantes pero que al parecer solo consideran una parte de la compleja red de relaciones. Me preocupa el hecho de que nuestras buenas intenciones puedan causar mayores desigualdades.

Por ejemplo, existen aún muchos niños que carecen de acceso a educación de calidad. Sus niveles de lectura o matemáticas son bajos, y es fácil asumir, que su acceso a TICs es limitado o nulo. Hay programas gratuitos y páginas web especializadas en brindar soporte a niños con dificultades en la escuela. Estos sistemas muestran soluciones interesantes e innovadoras, y realmente ayudan a los niños a mejorar en sus tareas. Pero quienes son estos niños que reciben esta ayuda? Son los niños que más lo necesitan? Probablemente no, son aquellos que tienen acceso a Internet, a un computador, a tiempo libre sin responsabilidades (como trabajo para ayuda a su familia), aquellos que logran acceder a estos recursos e incrementar sus habilidades. No es malo el que muchos niños, sin importar su origen, se beneficien, lo triste es que aquellos que más lo necesitan, no los usan, y la diferencia de educación entre los más y menos favorecidos se hace cada vez más grande.

Toda esta reflexión es solamente para hacer un llamado al trabajo en grupo. A intentar visualizar al mundo en su complejidad y saber que juntos se alcanzan más y mejores resultados. No es necesario hacerlo todo, preocuparse con cada detalle, pero si se puede trabajar junto a otros, dividiendo responsabilidades para así llegar a más beneficiarios. Que aquellos que programan sitios educativos, contacten o sean contactados, por aquellos que trabajan con niños necesitados, y que ellos además, contacten o sean contactados, por proyectos que promuevan inclusión digital, y porque no, trabajen también con otros que promuevan salud y nutrición adecuadas en niños de zonas vulnerables.

Puede sonar difícil o utópico, pero creo que juntos podemos mucho más!

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Juntos pode-se muito mais!

Mais de uma vez tenho me perguntado sim tudo o que eu faço é para o bem. O mundo é tão complexo, que é difícil compreender cada uma das relações que acontecem. A lei de Newton “com cada acção ocorre sempre uma reacção igual e contraria”, aplica-se também na nossas vidas diárias, por isso, devemos também lembra-a quando planejamos um projecto.

Mínimos fatos podem desencadear várias reacções, que influenciarão o resultado final. Por isso trabalhar com desenvolvimento é um desafio. Só aquelas acções que pessoalmente fazemos, são aquelas nas quais temos um percentual de controle. A qualidade do relatório que escrevo, ou dos conteúdos que proponho, ou do software que programo. Se realizo estas tarefas de jeito eficiente, eficaz, responsável, profissional, garanto sua qualidade. Mas que impacto aquele relatório terá, como serão usados os conteúdos… , já não depende só de mim. Alguém a mais fará uso desses, e sobre esse alguém, eu não tenho controle.

O grau de controle diminuirá conforme o número de envolvidos cresca, dali a importancia do trabalho coordenado, em equipe, em parceria. Já que só podemos garantir nossas próprias acções, o trabalho em parceria permite que todos os envolvidos compartilhem os mesmos objectivos e metas, dessa forma, mesmo que não controlemos aos demais atores, pelo menos sabemos que todos estão trabalhando em harmonia. Se só trabalho nos conteúdos, e não trabalho em coordenação com aqueles que vão fazer uso dele, quem sabe, eles não fiquem interessados das minas ideias, ou tenham diferentes prioridades nesse momento. Podem sorrir e agradecer muito efusivamente meus esforços. A oficina que organizo para difusão dos conteúdos pode ter muitos participantes. O grande número pode me fazer pensar que tenho tido muito sucesso na difusão das minhas ideias.

Mas a historia não é tão simples. Que acontece se gero conteúdos educativos inovadores, acompanhados de um software muito interessante, que o compartilho com o Ministério de Educação, o mesmo que faz que todos seus professores sejam treinados na utilização do software, mas para poder usar o software na aula, o método pedagógico tem que também ser atualizado. Se o Ministério não apoia um projecto paralelo para atualizar seus métodos, mesmo que todos os professores sejam treinados, o software e sues maravilhosos conteúdos não serão usados. O Ministério deve ser parceiro do empreendimento, deve entender o que se requer para seu sucesso, os professores devem também se comprometer, porque eles terão que atualizar seus conhecimentos, o que representa trabalho adicional. Os alunos devem ser considerados, porque são eles que serão os usuários, e como eles respondão ao software será também parte do sucesso. Posso continuar, citando outros atores que devem ser parte desse complexo cenário.

Tenho pensado nisto últimamente ao ler sobre projectos muito interessantes mas que ao parecer consideram só uma parte dessa complexa rede de relações. Mas me preocupa o fato de que nossas boas intenções possam causar maiores desigualdades.

Por exemplo, existem ainda muitas crianças que não tem acesso a uma educação de qualidade. Seus níveis de leitura ou matemáticas são baixos, e é fácil assumir, que seu acesso às TICs é limitado ou nulo. Tem programas gratuitos e páginas web especializadas em fornecer suporte a crianças com dificuldades na escola. Estes sistemas apresentam soluções interessantes e inovadoras, e realmente ajudam às crianças a melhorar com suas tarefas de casa. Mas, quem são estas crianças que estão recebendo a ajuda? São aquelas que a necessitam a mais? Provavelmente não, são aqueles que tem acesso a Internet, a um computador, a tempo livre sem responsabilidades (como trabalhar para ajudar à sua família), aqueles que conseguem ter acesso a ditos recursos e incrementar suas habilidades. Não é ruim que muitas crianças, sem se importar de onde vem, sejam beneficiários desses programas, o triste é que aqueles que o precisam a mais, não os estão usando, e a diferença na educação entre os mais e menos favorecidos se faz cada vez maior.

Esta reflexão é somente para fazer um chamamento ao trabalho em grupo. A tentar visualizar o mundo na sua complexidades e saber que juntos se pode alcançar mais e melhores resultados. Não é necessário o fazer tudo, se preocupar com cada detalhe, mas sim se pode trabalhar a outros, dividindo responsabilidades, para assim chegar a mais beneficiários. Que aqueles que programam sites educativos, façam o contato ou sejam chamados, por aqueles que trabalham com crianças carentes, que por sua vez, façam o contato ou sejam chamados, por projetos que promovam a inclusão digital, e que por não, que trabalhem também com outros que promovam saúde e nutrição adequadas em crianças de zonas vulneráveis.

Pode parecer difícil ou utópico, mas acho que juntos podemos muito mais!

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